quarta-feira, 13 de maio de 2009

Grândola, Vila Morena"

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira Grândola a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

Grândola, Vila Morena- História

A canção foi incluida no álbum "Cantigas de Maio", gravado em Dezembro de 1971, onde é a quinta faixa do álbum, que foi gravado em França no espaço de um mês. Zeca Afonso tocou-a pela primeira vez em Santiago de Compostela, Galiza, em 10 de Maio de 1972. No dia 29 de Março de 1974, a música foi tocada no encerramento de um espectáculo no Coliseu de Lisboa. Na assistência estavam militares do MFA, que viriam a escolher a canção como uma das senhas para o arranque da Revolução dos Cravos. Ás 00:25 do dia 25 de Abril de 1974, "Grândola, Vila Morena" foi tocada no programa "Limite", da Rádio Renascença. Era a senha que confirmava o bom andamento das das operações e despoletava o avanço das forças organizadas pelo MFA.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

"Grândola, Vila Morena"

Composta e cantada por Zeca Afonso, a canção foi escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para ser uma senha de sinalização da Revolução dos Cravos. Refere-se à fratenidade entre as pessoas de Grândola e teria sido banida pelo regime salazarista como música associada ao Comunismo. Às 00.25 do dia 25 de Abril, a canção era transmitida na Rádio Renascença como sinal para confirmar as operações da revolução. Por esse motivo ficou associada ao início da Democracia em Portugal.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Biografia

Evaristo de Sousa Gago

Evaristo de Sousa Gago nasceu a 26 de Junho de 1908, em S. Brás de Alportel.
Frequentou a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra durante dois anos, tendo concluído o curso em Lisboa. No início dos anos 30, fixou residência em Grândola, onde se casou e passou a exercer medicina. Pessoa extremamente devotada à sua profissão, assumiu-a com verdadeiro espírito de missão, facto que lhe granjeou um enorme respeito e admiração por parte da população do concelho.
Defensor intransigente dos ideais da liberdade e democracia, sempre se opôs ao regime fascista então vigente. Tomou parte activa nos principais movimentos contra o regime tendo sido mandatário, em Grândola, da candidatura à Presidência da República do General Delgado. Aos 50 anos, o povo de Grândola prestou-lhe uma homenagem pública de reconhecimento pela sua dedicação e empenhamento. Faleceu a 17 de Outubro de 1975, sendo reconhecido por todos como uma figura marcante da História do concelho de Grândola.


Biografia


António Inácio da Cruz

António Inácio da Cruz nasceu em Grândola em 1876. Era filho de Francisco António da Cruz e de Maria Inácia Pereira. A fortuna que herdou dos seus progenitores foi toda ela doada á Santa Casa da Misericórdia de Grândola.
Foi um homem reservado e com poucos amigos, mas sempre pronto a ajudar os necessitados. Como não teve descendentes, deixou o seu património ao concelho. Em testamento ficou expressa a sua intenção de ser criada uma fundação com o seu nome, que administraria os bens legados. Os lucros obtidos pela Fundação através da exploração do património, revertiram para as obras da instituição: auxilio a estudantes necessitados de Grândola que tivessem boas notas e também para a construção e manutenção de uma escola de ensino técnico agrícola ou industrial. Durante os anos seguintes, foram dados apoios a alunos necessitados do concelho e em 1964 foi inaugurada a Escola Secundária António Inácio da Cruz. A escola foi totalmente custeada e gerida com o dinheiro da Fundação.

António Inácio da Cruz pereceu vitima de leucemia, a 3 de Abril de 1955, com 78 anos. Está sepultado no cemitério de Grândola. Com o seu nome, existe em Grândola uma escola e uma avenida. No jardim 1º de Maio encontra-se um busto em sua homenagem.

Património


Monumento aos Poetas Populares

Localização: Jardim dos Poetas - Carvalhal, Grândola
Autor: João Limpinho

Inauguração: 25 de Abril 1999


Descrição: Evoca a oralidade- que é o traço forte que distingue e marca esta forma poética- bem como as raízes dos poetas, fortemente ancorado na sua terra, na vida da sua terra e no trabalho da terra, constitui uma homenagem a esses homens e mulheres, que expôem a sua alma passando a verso o quotidiano.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Património



Monumento a José Afonso

Localização: Jardim 1º Maio
Autor: António Trindade
Inauguração: 23 de Abril de 1999

Descrição: Em 25 de Abril sempre que a Revolução de Abril é evocada nos meios audiovisuais uma canção ecoa nos ouvidos de todo o mundo: "Grândola, Vila Morena".
Canção escrita por José Afonso numa das suas estadias na vila de Grândola, onde manteve um convívio intenso com as suas gentes.
O contacto que ele tinha com Grândola e com as suas gentes está documentado em várias cartas do cantor, que ficou vivamente impressionado com o espírito de resistência e com a dignidade com que a população enfrentava as dificuldades quotidianas e a repressão do regime.
A canção popularizou-se e tornou-se e emblemática do espírito de resistência ao fascismo. Escolhida para senha do desencadear da Revolução de Abril, ultrapassou fronteiras e corre o mundo.
Grândola tinha que corresponder ao suplemento de alma que José Afonso lhe ofereceu. Nos 25 anos do 25 de Abril, José Afonso sairá da memória dos grandolenses para fisicamente estar sempre presente no concelho, numa escultura que, em linguagem moderna, o perpetuará.